16/09/2011

Poema sem nome nem rima




Na madrugada
solidão!
No peito amargurado
Paixão!
Entre nós dois...
O universo
Entre teus lábios
Morro feliz eternizando o amor que teima em viver em mim.

Rosinaldo Luna

15/09/2011

ESPETÁCULO "DOLORES" DE VOLTA NA ALIANÇA FRANCESA, NESTA SEXTA!

Cláudia Magalhães 15 de setembro de 2011 13:32


(Inspirado num belo trabalho de Paulo Pontes, Dolores faz uma homenagem a romântica Dolores Duran e ao Cronista Antônio Maria)



“Antonio Maria e Dolores Duran se tivessem sido irmãos não seriam tão parecidos. Os dois gostavam de viver mais de noite que de dia, os dois faziam canções, os dois precisavam de amor para respirar, eram puxados pra gordo e, mesmo na hora da morte, os dois foram atingidos por um só inimigo: o coração. A obra que os dois deixaram, hoje espelhadas pelos jornais e gravadoras de todo o País, reflete essa indisfarçável identidade. Mas, prestando atenção nas coisas que eles disseram e escreveram e nas músicas que eles fizeram é que a gente descobre a expressão maior dessa semelhança: os dois se refugiam do absurdo do mundo, que eles revelavam com humor e amargura na desesperada aventura efetiva”.



· Texto original extraído do LP brasileiro Profissão esperança.



Dolores Duran é Cláudia Magalhães
Antonio Maria é Isaque Galvão



Direção: Diana Fontes
Co-direção: Jonas Sales
Produção: Ronaldo Negromonte



Serviço:
Local: Aliança Francesa
Rua Potengi, 459 – Petrópolis – Fone: 3222-1558
Data: 16 de setembro
Hora: 20hs
R$ 20, 00 inteira e R$ 10,00 meia
Informações:
Ronaldo Negromonte 9405-2806 ou 3222-1558

11/09/2011

Coments

Um dos objetivos deste blog é gerar discurções. Sinto-me muito feliz quando abro o site e vejo que estão visitando, porém, falta comentarios. Galera, não tenho pretensões jornalisticas, nem podria, o objetivo das postagens é, além de passar coisas interessantes para os visitantes, que isto possa de alguma forma despertar um pensamento. Por isso, para ter idéia do que passa pela cabeça das pessoas que andam por aqui, gostaria que comentassem ok?
Abraços a todos e obrigado por visitarem o blog.
RosinaldoLuna

Enquanto artista, as vezes me pego imaginando como seria se os governos realmente resolvessem investir na cultura? O que estria acontecendo com o mundo hoje?

Não é difícil ouvir "Isto faz parte da cultura do povo". ou "Gestor tal dá valor a cultura". Bom, por esses afirmativos já acumulo algumas experiências, doloridas diga-se de passagem, e nem um pouco agradáveis.
Tenho uma vivência voltada para as artes cênicas desde o berço. Minha fampilia toda, tem uma pratica artística inconsciente mas muito valorosa. Meu bisavô, tocava rabeca. Auto-didata, nunca frequentou uma escola, e era um homem semi-analfabeto, que morava no interior do estado. O primo dele, analfabeto ao morrer deixou mais de seiscentas músicas compostas entre chorinhos, boleros, e outros rítimos, mas que infelizmente, por falta de conhecimento os familiares deixaram estraviar. Hoje conehcedmos pouco masi de meia dúzias se muito for, dessas partituras. Minhas tias tinham na juventude formavam grupos de "Dramas" como era conhecidas as "brincadeiras de teatro" e saiam pelos sitios e povoados apresentando esses espetáculos para o deleite de todos.

Tenho parents em São paulo que são diretores de cinema, cenógrafos, ou seja, a familia tem uma veia artística imensa, porém, a maioria, não consegue viver da propia arte, seja aqui ou no sudeste.

Agora, se os gestores resolvesssem mesmo investir em cultura, talvez nossa realidade fosse diferente.
Os PAC's e PEC's da cultura na idéia até que são interessantes, porém esbarram na burocracia e na falta de vontade política. Durante o governo Lula muito se evoluiu na discurção sobre a indústria cultural, mas esbarrou e pareçe não ter mais para onde ir nesta gestão. As conferências ficaram lá atraz, os fóruns, tudo está em stand by, e o feitor de cultura, o mestre de cultura popular, o artista mambembe, os circos estão a ver navios a espera de que tudo se concretize e saia do papel.

Eu imagino, que no dia que a cultura do povo for cultuada de verdade, respeitada e difundida, teremos um mundo melhor, mais tranquilo, com mais respeito e cidadania. Diferente do "pão e circo" oferecido pelo governo a preços exorbitantes até outro dia, a política do circo seria mesmo circo e do pão seria certamente, pão na mesa do povo. E o artista poderia viver de sua arte como todo profissional de gabarito. Sairiamos na marginalidade e seriamos inseridos na cadeia produtiva definitivamente.
Assim espero.

Rosinaldo Luna

Feira Literária ocupa o Complexo Cultural da UERN

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